Ao final do ano de 2017, o Brasil alcançou resultados inéditos com a doação de órgãos. O país caminha para o lugar certo, mas ainda há muito o que fazer. Comparado a países que são referência em captação, ainda estamos bem atrás: enquanto na Espanha o número de doadores por milhão é 40, aqui no Brasil esse número é 16.

Ainda assim, a melhora alcançada é principalmente por causa do treinamento das equipes de transplante. Através disso, foi possível melhorar a comunicação entre os médicos e a família de quem faleceu, possibilitando informar melhor essas pessoas.

O que impede as doações de acontecerem?

O grande motivo pelo qual muitas doações não acontecem é por negação da família do paciente. No Brasil, apenas quem pode autorizar a doação de órgãos são os parentes do paciente. Ainda existe muita desinformação sobre o assunto e por isso é importante conversar sobre o assunto. Portanto, se você deseja ser um doador, é preciso informar a sua família.

Além disso, a saúde de quem doa órgãos é determinante para haver ou não o transplante. Para pacientes que já faleceram doarem todos os seus órgãos, é preciso haver morte cerebral, ou seja, que o cérebro pare de funcionar completamente para a doação acontecer. Em casos diferentes, como em morte por parada cardíaca, é possível doar apenas tecidos.

30 mil pessoas estão na fila de espera por um órgão

Mesmo com um cenário otimista de crescimento, ainda é preciso informar e conscientizar as pessoas. Muitos mitos ainda rodeiam esse assunto e é importante esclarecê-los. Aqui vão alguns:

  • A captação de órgãos é como uma cirurgia normal e é possível velar o corpo normalmente após a doação;
  • O estado de saúde do doador é o que determina se seus órgãos serão doados ou não;
  • Não adianta deixar nenhum documento escrito que se deseja ser um doador, essa decisão é tomada pela família do paciente.